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Domingo, 22 de outubro de 2017
09-10-2017
OUTUBRO ROSA: tutores devem se atentar a possíveis alterações nas mamas de gatas e cadelas

Examiná-las durante as brincadeiras e manter consultas periódicas ao médico-veterinário são medidas que ajudam no diagnóstico precoce, mas a castração ainda é a única forma de prevenção

Se você tem uma gata ou uma cadela de estimação, saiba que, assim como as mulheres, elas também podem desenvolver um câncer mamário. Por isso, é fundamental que você, tutor, palpe as mamas dos pets e mantenha as consultas regulares ao médico-veterinário.

Presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, o médico-veterinário Rodrigo Mainardi comenta que se trata de um hábito simples que pode salvar a vida de um animal de estimação. “Quando o tutor observa com frequência as mamas de sua gata ou cadela, a probabilidade de ele detectar qualquer alteração antes que o quadro evolua para uma piora é muito maior.”

Ele ressalta que, além de manter a disciplina com as consultas periódicas ao médico-veterinário, também é imprescindível procurar o profissional imediatamente caso seja encontrado algo considerado fora da normalidade.

“Pode se manifestar como nódulos, que podem ou não serem avermelhados, dolorosos ou até com feridas”, explica a Dra. Mirela Tinucci, conselheira suplente do CRMV-SP. Ela frisa, porém, que o câncer de mama pode não apresentar sintomas, principalmente no início do problema.

Tratamento cirúrgico

Uma vez detectado o nódulo no exame físico feito pelo médico-veterinário, iniciam-se as coletas de materiais biológicos (biópsias) e exames de imagem (como ultrassonografia), principalmente para a detecção de possíveis metástases.

O presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP argumenta que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais principalmente pelo fato de que 90% dos casos precisam ser tratados de forma cirúrgica. “Nesse contexto, quanto menor o tumor, maior a chance de sucesso no tratamento”, diz Rodrigo Mainardi. Além de operações, eventualmente o animal também pode precisar de quimioterapia ou radioterapia, o que pode debilitar ainda mais o animal.

Não deixe de tratar o seu pet

Por ser um tratamento delicado e pela gravidade do diagnóstico, é comum que os tutores de animais mais velhos, já na fase idosa, não queiram submeter seus pets a cirurgias. A escolha, embora manifeste o desejo de proteger ou amenizar o sofrimento dos animais, pode representar um grande risco. “Independentemente da idade da cadela ou gata, salvo raras exceções, os tumores precisam ser removidos o quanto antes”, frisa Mainardi.

Castração: sinônimo de prevenção

É comprovado cientificamente que a castração – quando feita a partir da retirada do útero, trompas e ovários (chamada na Medicina Veterinária de ovariossalpingohisterectopia) – previne o surgimento de câncer nas mamas. Isso porque os hormônios são grandes influenciadores para o aparecimento desses tumores e, com a castração, a liberação de hormônios dos ovários é interrompida. Também por essa liberação hormonal por parte dos ovários, quanto mais tarde a fêmea for castrada, menor será a porcentagem de prevenção.

“De acordo com o Colégio Americano de Cirurgiões Veterinários, o risco de uma cadela ter um tumor mamário é reduzido a 0,5% se ela for castrada antes de entrar em seu primeiro, o que ocorre por volta de seis meses de idade. Passado esse primeiro cio, as chances saltam para 8% e podem atingir 26% em castrados depois do segundo cio”, comenta Rodrigo Mainardi, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP.

Texto: Assessoria de Comunicação CRMV-SP

 
 
             

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