Quinta-Feira, 24 de janeiro de 2019
02-02-2009
Acidentes com animais peçonhentos têm seu auge no verão;

RACHEL BOTELHO
Folha de S.Paulo

Entre os planos e as expectativas para a viagem de férias certamente não consta perder algumas horas --ou dias-- no hospital. Mas, sem alguns cuidados, é possível que veranistas desavisados acabem caindo nessa armadilha.
Os primeiros meses do ano concentram 30% dos problemas com animais peçonhentos, como escorpiões e aranhas, segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
"Os acidentes com cobras e escorpiões ocorrem mais na época de calor e chuva, de setembro a maio", afirma Carlos Roberto de Medeiros, diretor do Hospital Vital Brazil.
Da mesma forma, na estação em que as praias costumam lotar, o risco de um embate indesejado com animais marinhos é maior. E não se trata dos temidos tubarões --os ouriços-do-mar, de aparência inofensiva, respondem por metade dos acidentes no litoral paulista.
"A princípio, todo animal aquático pode ser perigoso, porque eles têm formas de defesa, como veneno, nadadeira afiada, ferrões. São as pessoas que não possuem informações sobre os perigos, nem mesmo nos prontos-socorros", afirma o dermatologista Vidal Haddad Jr., autor do livro "Animais Aquáticos Potencialmente Perigosos do Brasil" (ed. Roca, R$ 107, 288 págs.).
Embora a maioria dos acidentes não traga consequências graves --a não ser para certas pessoas alérgicas, crianças e idosos, mais suscetíveis a complicações--, é bom tomar algumas medidas preventivas para não perder a viagem.
Ao chegar a um novo local, informe-se com moradores sobre a existência de perigo relacionado a animais, tenha cautela em lugares desconhecidos, observe o entorno e não ponha a mão em algo que não sabe o que é, ensina o biólogo Álvaro Migotto, da USP.
Sua máxima sobre animais marinhos pode ser estendida aos terrestres: 'Estamos sempre invadindo o ambiente deles, e os acidentes ocorrem por nosso descuido'.
Atenção, portanto.

 
 
             

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