Segunda-Feira, 18 de fevereiro de 2019
03-03-2009
VETERINÁRIA PAULISTA PERDE O ACADÊMICO WALDYR GIORGI.

Encontramo-nos com o Waldyr no dia 12 de fevereiro, durante as eleições do CRMV-SP. Em meio a agitação dos eleitores, contava-nos que fazia alguns dias sentira-se muito cansado e, consultado um médico, fora diagnosticada pneumonia. Mostrava-se preocupado com a saúde, mas aliviado por ter um diagnóstico e com o tratamento que, a seu ver, surtia efeito. Outros colegas chegaram-se à nossa volta e a conversa desviou-se para os problemas gerais da profissão: escolas de veterinária em excesso, qualidade do ensino, profissionais inexperientes... Calmo, como sempre, deu sua opinião: era preciso mais ensino prático, aparelhar melhor os cursos, particularmente os privados, voltar a incrementar o intercâmbio, sempre profícuo, entre as instituições de ensino, e de pesquisa e fomento do Estado, como o Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura. Vocês se lembram, dizia, a colaboração que existia entre os pesquisadores do Instituto e os professores e alunos da universidade? Trabalhávamos praticamente juntos, e quem ganhava com isso eram os estudantes! E a conversa se prolongou por aí, até que um colega, gentilmente, nos avisou que estávamos atrapalhando a fila para votação. O grupo, dos “velhos”, se dispersou.

Entristeceu-nos profundamente a notícia de seu falecimento, ocorrido no dia 23 de fevereiro. Hoje, 01 de março, participaremos, às 19 horas, de sua missa de sétimo dia, na Igreja Nossa Senhora Aparecida, Jardim São Paulo. Nunca nos esqueceremos do Waldyr, do profissional competente, do pesquisador sério, do homem de família, do apaixonado pela Medicina Veterinária. Conhecêmo-nos nos idos de 60, nas reuniões de diretoria da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária e, desde então, passamos a admirá-lo, não só pelo seu trabalho ininterrupto e valioso à frente da Bacteriologia do Instituto, pelas dezenas de pesquisas publicadas, por suas teses aprovadas com louvor, pelo persistente serviço de extensão agropecuária desenvolvido, seguindo com brilhantismo a trilha iniciada por luminares, como Penha e D’Ápice.

Por isso admiraremos sempre Waldyr Giorgi. Entretanto, cultuaremos sempre este nobre colega por uma singular característica de sua personalidade, que sempre nos marcou: a sua solidariedade profissional, a sua vontade de servir a Medicina Veterinária. Vamos lembrar sempre do Waldyr, como aquele colega totalmente despreocupado com postos importantes, cargos proeminentes, situações politicamente vantajosas. Não, o Waldyr queria simplesmente ajudar, incorporar-se a um processo pelo bem comum, trabalhar, mesmo que anonimamente, para o engrandecimento da nossa profissão e pela sua missão para a melhoria das condições de vida do nosso povo. Como homem, era simplesmente o amigo perfeito. Não sei o que significa o nome Waldyr. Agora, sei perfeitamente que Waldyr Giorgi significa a alma boa e solidária que desejamos sempre conosco. (J.C.Panetta, 01/03/2009.)  

 
 
             

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