Quinta-Feira, 14 de novembro de 2019
30-04-2009
Carne suína: Brasil assegura qualidade a importadores

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve enviar, nesta quinta-feira (30), documento técnico às autoridades dos principais países compradores de carne suína brasileira, assegurando que não há nenhum risco na importação do produto. O anúncio foi feito, nesta quarta-feira (29), pelo ministro Reinhold Stephanes. O documento, segundo o ministro, pretende reforçar a qualidade do sistema de produção de suínos no Brasil e a capacidade sanitária do setor. "Se, eventualmente, alguma decisão tiver de ser tomada, nós estaremos à disposição para conversar sobre o assunto", acrescentou Stephanes.
A Rússia, por ser o maior importador do produto (US$ 130 milhões nos três primeiros meses de 2009) será o primeiro país a receber o documento. O ministro não acredita que, por conta da gripe que vem acometendo pessoas em países da América, Europa e Oceania, o Brasil venha a ser impedido de vender o produto e que, em um segundo momento, pode ampliar os embarques para a Rússia. "Estamos em pleno avanço do mercado em termos de exportação de carne suína", comemorou, acrescentando que as exportações cresceram 18%, de janeiro a março de 2009, em  comparação com o mesmo período do ano passado.
Mesmo diante da perspectiva positiva, o ministro Stephanes prefere ser cauteloso quanto às especulações de mercado. "Nós precisamos aguardar um pouco a evolução da gripe pelo mundo e medir as reações do consumidor". Ao ser questionado se o Brasil encerraria a importação de carne suína com algum mercado devido à doença, Stephanes disse que segue as orientações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para que o comércio de carne suína não seja  interrompido.
 
Consumo - A preocupação agora, segundo o ministro da Agricultura, é garantir à população que a carne suína não faz mal. Ele lembrou que, até o momento, não houve notificação de qualquer animal infectado pelo vírus A/H1N1 no mundo e deixou claro não acreditar que o vírus venha a atingir animais no País.
Isso porque o sistema de criação existente no Brasil permitiria que eventuais  casos em suínos fossem rapidamente isolados. "As nossas plantas são  tecnicamente muito avançadas, com muita sanidade em termos de produção", esclareceu.

A gripe - Stephanes concorda com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), quanto ao nome dado à doença. Ele acredita que a recomendação da organização para não chamar de "gripe suína" e adotar uma nomenclatura que faça referência à localização geográfica onde foi detectado o primeiro caso seja a mais adequado, segundo o padrão de outras doenças, como "gripe espanhola" e "gripe asiática". Ele esclareceu, no entanto, que o governo não é responsável por definir ou modificar o nome da doença, já que essa responsabilidade é da
Organização Mundial de Saúde (OMS).

Fonte: Safras & Mercado, acesso em 30/04/2009

 
 
             

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