Quinta-Feira, 14 de novembro de 2019
05-05-2009
Indicadores mostram que agronegócio se recupera

Diferentes dados revelam sinais de recuperação do agronegócio, apesar das reclamações dos ruralistas, que pedem nova renegociação de dívidas, garantia de preço mínimo e um pacote volumoso de recursos para o plano agrícola 2009/10.
Um desses indicativos aparece numa espécie de índice de custeio criado pela Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos). Ele mede a quantidade do produto agrícola necessária para adquirir uma tonelada de fertilizante.
De dez produtos analisados, houve queda de custo em oito deles, numa comparação do primeiro trimestre deste ano com a média do ano passado. Por exemplo: em 2008, um produtor tinha de oferecer 26,3 sacas de soja para receber uma tonelada de fertilizante. Neste ano, até agora, precisa de 23,7 sacas-queda de 10%.
"Caiu o preço do adubo, aumentou o preço em reais do produto exportado, a relação de troca começa a ficar mais favorável", afirma Eduardo Daher, da direção da Anda. Sobre o clima entre os representantes ruralistas, ele diz: "Neste momento não deveríamos estar nem otimistas nem pessimistas".
Nos últimos meses, tanto a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) como integrantes da bancada ruralista do Congresso têm feito reclamações públicas sobre as dificuldades dos produtores.
A CNA tem orientado seus associados a atuar com cautela para a próxima safra, enquanto, por conta dessa pressão, o governo se movimenta para buscar R$ 100 bilhões em créditos para o plano agrícola e pecuário 2009/10. O plano passado teve R$ 65 bilhões para a agropecuária empresarial.

Menos nuvens
Sobre as exportações, os números do agronegócio também aparecem menos nebulosos.
Um trabalho da assessoria do deputado federal Beto Faro (PT-PA) revela que, dos 10 produtos que mais arrecadam com vendas ao exterior, 4 têm apresentado forte alta em 2009.
Numa comparação entre o primeiro trimestre deste ano e os três primeiros meses de 2008, o produto que mais avançou em volume de recursos foi o açúcar (59%), seguido de milho, (41%), soja (30%) e fumo (13%). Se somados os dez principais produtos, 2009 apresenta leve queda (1%) ante 2008.
Em relação ao valor dos produtos, após uma aparente bolha de valorização pré-crise, o índice criado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (USP) para medir o preço das exportações tem caído desde o fim do ano passado. Ainda hoje (136,73), porém, mantém-se em patamar acima da média dos últimos quatro anos (133,01).
Para Karlin Saori Ishii, pesquisadora do Cepea, o atual cenário pode ser visto de dois ângulos: o do pessimismo, se comparado com o crescimento entre 2002 e setembro de 2008; e de otimismo, se os atuais valores forem comparados com as médias dos últimos anos. "Com a crise, a gente tem o problema de demanda e de crédito. Talvez, quando estabilizarem, os preços terão de novo uma tendência de alta", diz Ishii.

Fonte: Folha de S. Paulo, 05/05/2009

 
 
             

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