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Quinta-Feira, 13 de dezembro de 2018
04-12-2018
Critérios de saúde e bem-estar devem direcionar escolha por pet hotel

Estabelecimentos que prestam esse serviço precisam ter médicos-veterinários como responsáveis técnicos

Texto: Assessoria de Comunicação do CRMV-SP

Durante as férias, nem sempre é possível que as famílias levem seus cães e gatos para viajar. Na ausência de alguém para cuidar do peludo, há a alternativa de hospedá-lo. O setor de pet hotéis dispõe de variados tipos de hospedagem e serviços aos animais de estimação. Entretanto, a escolha pelo estabelecimento deve ser cuidadosa, levando em consideração, principalmente, se existe um médico-veterinário como responsável técnico pelo local.

O profissional atua estabelecendo as diretrizes sanitárias do espaço, como a rotina higiênica do local, uma vez que as práticas para locais com esse perfil vão além das aplicadas em ambientes domésticos. O responsável técnico determinará como indispensável para a admissão de animais o uso de antipulgas, anticarrapatos, além das vacinas anuais e a vermifugação em dia.

“Se o pet hotel não tem esses critérios como exigências, já deve ficar claro ao tutor que aquele não é um local indicado para deixar seu animal de estimação”, frisa o médico-veterinário Thomas Faria Marzano, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).

Marzano comenta que os estabelecimentos mais corretos pedem, ainda, a apresentação de exame de fezes do animal, a fim de comprovar que o pet não possui Dirofilariose (conhecida popularmente como verme do coração) ou Giardíase.

Instalações

Observada a questão sanitária, os tutores devem se preocupar em verificar as opções de acomodações que o hotel oferece, para que consigam avaliar se atendem o perfil do animal.

A Dra. Cristiane Schilbach Pizzuto, médica-veterinária e presidente da Comissão Técnica de Bem-Estar Animal do CRMV-SP, diz que é preciso verificar o tamanho das baias em que os animais permanecem, os espaços para interação com outros animais e, para casos de animais que não socializam com os demais, quais são as opções.

“É importante verificar também se os profissionais que atuam na lida com os animais são profissionais capacitados para essa função tão primordial”, enfatiza Cristiane.

Adaptação prévia

Cristiane orienta ainda que seja feita uma adaptação com visitas anteriores do pet ao hotel. “Sem essa ambientalização do animal com o local e as pessoas que fazem todo o manejo, o cão ou gato pode achar que foi abandonado e apresentar problemas comportamentais com impactos na saúde.”

A sugestão da médica-veterinária é que o pet seja levado ao local duas ou três vezes antes de ser hospedado. “Se não acontecer a adaptação, deve-se pensar na opção de pet sitter, para que o animal possa permanecer em casa.”

 
 
             

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