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Domingo, 24 de março de 2019
07-12-2018
Dia da Famlia (08 de dezembro): Animais so parte das famlias brasileiras

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) mostram que a realidade dos pases europeus j integra o cenrio das famlias brasileiras: nos lares, h mais animais do que crianas. Em cada 100 famlias, 44 criam pets e apenas 36 delas possuem crianas com at 12 anos de idade. Segundo a pesquisa, h 52 milhes de ces e 45 milhes de crianas; a populao de gatos est em 22, 1 milhes.

A afirmao No meu animal de estimao, parte da minha famlia uma expresso cada dia mais frequente. Um co, gato ou outro animal que tenha sido escolhido para compartilhar a vida em um lar, pouco a pouco vai ganhando lugar de importncia e afeto de seu tutor. No caso das pessoas que moram sozinhas, os animais de estimao ocupam espao de ainda mais destaque dentro do contexto de vida social.

Cristiane Pizzutto, mdica-veterinria e presidente da Comisso de Bem-Estar Animal do Conselho Regional de Medicina Veterinria do Estado de So Paulo (CRMV-SP) acredita que o aumento dos pets nos lares brasileiros reflexo da mudana do perfil e do comportamento da populao. Muitas famlias esto optando por ter menos filhos ou no t-los, e com isto, incorporam um animal no seu lar. Desta forma, eles ganham mais espao dentro de casa, chegando a dividir at a prpria cama com os tutores. Eles so carinhosos, recebem cuidados e ateno, e acabam tornando o vnculo homem-animal inseparvel. Este um processo irreversvel, conta.

Essa transformao de perfil chacoalhou a setor pet e, consequentemente, a atuao do mdico-veterinrio. Hoje, o profissional que atua em clnica de pequenos animais deve compreender que os animais de companhia desempenham diferentes papeis em uma famlia, inclusive de filhos. Cristiane explica que o mdico-veterinrio ganha com o crescimento em diversos os aspectos, contudo, aumentam as necessidades do profissional manter-se cada vez mais especializado e diferenciado. O mercado est mais complexo porque a sociedade se tornou exigente. Alm do conhecimento tradicional, ele deve estar atento s questes comportamentais, psicolgicas, de bem-estar e tudo que envolva a rotina de um animal dentro da rotina dos tutores, alerta.

Hoje, receber clientes em hospitais e clnicas vai alm de atender. preciso saber lidar com a personalidade e emoo dos tutores, pontos que, muitas vezes, se sobressaem na hora de procurar por servios veterinrios. De acordo com pesquisa por uma das maiores redes de hospitais americadas, a VCA, realizada com os clientes, entre os principais fatores para escolha de um servio veterinrio esto entender que o pet uma extenso do indivduo e conhecer o tutor e o animal.

Segundo os pesquisadores americanos Ross e Sorensen (2007), para alguns tutores, essa relao fonte de vnculo ou orgulho; para outros, uma oportunidade de socializao, uma lembrana do passado ou at mesmo a representao de um filho.

O mdico-veterinrio precisa usar todo o seu conhecimento e ser muito habilidoso para mostrar ao tutor que possvel cuidar de um pet como se ele fosse um filho, dar-lhe amor e carinho, porm, sem humaniz-lo. Humanizar um animal pode trazer consequncias srias ao comportamento e ao bem-estar do animal. preciso respeitar as necessidades comportamentais e a essncia natural de um co ou de um gato, ensina Cristiane.

Por conta do crescimento do vnculo afetivo entre tutor e animal, um dos maiores desafios dos mdicos-veterinrios que atuam em clnica de pequenos est em comunicar o bito, principalmente em uma sociedade que no est acostumada a lidar com perdas. Para muitos tutores, o momento da internao do animal a primeira vez em que se deparam com a experincia de se separar do seu pet. O mdico-veterinrio deve saber trabalhar com demandas psicolgicas dos familiares diante do adoecimento do animal e encontrar a melhor forma de abordar o diagnstico do paciente, diz Joelma Ruiz, psicloga especialista em terapia do luto.

Segundo Joelma, a partir do momento em que o tutor recebe o diagnstico de uma doena crnica, ele entra automaticamente em luto antecipatrio. A morte gera emoes intensas nas pessoas. As informaes de bito ou eutansia devem ser precisas, mas passadas com delicadeza e empatia.

Carga horria excessiva em residncias e hospitais veterinrios, estresse em atendimentos e emergncias, cobrana e falta de preparo para lidar com o luto animal so alguns dos motivos que levam o mdico-veterinrio a estar na liderana entre as profisses que mais apresentam doenas relacionadas ao estresse, como a sndrome de Burnout. Segundo dados do Sistema de Informao de Mortalidade do Departamento de Informtica do Sistema nico de Sade (Datasus), entre 1980 e 2007, a Medicina Veterinria foi a profisso com a maior taxa mdia por ocupao e risco ocupacional de suicdio. A pesquisa mostra que a ocorrncia de suicdios 225% maior na Medicina Veterinria do que em outras profisses.

Dicas sobre como tratar o luto na UTI

- O mdico-veterinrio precisa ter cautela no momento de comunicar ms notcias. O tipo de abordagem pode gerar conseqncias fisiolgicas e psicolgicas nos tutores, contribuindo para situaes de estresse. A comunicao deve ser clara, objetiva e honesta;

- A internao do animal pode gerar luto antecipatrio, desencadeando angstia, dor e desorientao em alguns tutores. Em situaes traumticas, muitas pessoas manifestam o luto de forma agressiva ou hostil. Nestes momentos, o mdico-veterinrio deve saber ouvir e falar de maneira acolhedora sobre os processos naturais da vida;

- Descries no leito do tipo animal bravo devem ser evitadas. Essa medida pode gerar insegurana no tutor por acreditar que seu animal receber atendimento diferenciado no hospital por ser considerado agressivo;

- O luto depende do significado do animal na vida da pessoa. Os idosos que vivem sozinhos tm animais de companhia, ento, essa perda pode ser muito importante. Para crianas, s vezes a primeira perda. O mdico-veterinrio deve ter clareza sobre a importncia do seu trabalho e dos impactos das suas aes na vida dessas pessoas.

 
 
             

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