Quinta-Feira, 23 de maio de 2019
19-02-2019
Matão confirma caso de leishmaniose visceral em bebê

Com informações do Portal G1

Matão (SP) registrou um caso de leishmaniose visceral. A vítima é uma bebê que pegou a doença aos sete meses e, desde 16 de janeiro, está internada no Hospital das Clínicas Criança (HC Criança) em Ribeirão Preto (SP).

A prefeitura fez exames nos cachorros – hospedeiros do protozoário - do bairro Laranjeiras I, onde mora a criança e não encontrou contaminações.

Diagnóstico difícil

De acordo com a mãe Tayná Juliana da Silva, a bebê começou a apresentar febre em 29 de dezembro. Um dia depois, começaram a aparecer manchas em todo o corpo e a febre chegou a 43ºC.

A criança foi levada ao Hospital Municipal Carlos Fernando Malzoni, onde foi diagnosticada com alergia bacteriana, medicada com antibiótico e liberada para voltar para casa.

Após sete dias dando o remédio e sem a febre abaixar, a mãe voltou ao hospital, onde outro médico atendeu a criança e fez exames de hemograma e do líquido da espinha.

Os exames não mostraram a causa dos sintomas e a menina foi internada na UTI, onde passou por mais testes, desta vez para chikungunya e dengue, mas também deram negativo.

Segundo a mãe, a bebê piorava a cada dia e começou a inchar e o número de plaquetas caiu a 15 mil. Os médicos suspeitaram de leucemia e encaminharam para o HC Criança, onde recebeu transfusões de sangue e passou por mais uma bateria de exames.

Somente em 24 de janeiro, a bebê foi diagnosticada com leishmaniose e síndrome hemofagocítica. Até então, ela precisou ficar entubada e passar por diálise porque a doença afetou os rins.

A bebê, agora com nove meses, saiu da UTI, mas ainda permanece internada HC Criança devido a uma infecção. Ela também terá que passar por acompanhamento por dois anos.

A família mora próximo a uma mata e tinha o hábito de passear com a bebê apenas na rua de casa.

De acordo com o secretário de Saúde de Matão, João Guimarães Junqueira Neto, a Vigilância Sanitária irá instalar armadilhas para monitorar se há a presença do mosquito.

Ele descartou o risco de surto da doença e disse que as medidas que estão sendo tomadas na cidade para prevenir a dengue também são efetivas para combater o mosquito palha.

O secretário disse ainda que os testes com os cachorros deram negativo. “Todos os cachorros do bairro e do canil foram investigados e foram atestados como negativos para a leishmaniose”, afirmou.

 
 
             

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