Quinta-Feira, 23 de maio de 2019
01-03-2019
Vai viajar com o pet no Carnaval? Saiba quais são os cuidados necessários

Tutores devem buscar orientações de um médico-veterinário

Texto: Assessoria de Comunicação do CRMV-SP

Os feriados prolongados são oportunidades para viagens rápidas, com frequência em companhia dos animais de estimação. Para saber se você deve levar seu pet para o tour deste Carnaval, faça um checklist e tenha mais segurança em relação à saúde e ao bem-estar do seu peludo.

Segundo a orientação da médica-veterinária Carolina Filippos, membro da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), a primeira medida é verificar se o animal está com a carteira de vacinas anuais em dia, bem como com o controle periódico antiparasitários (contra pulgas, carrapatos e vermes intestinais) vigente. “Esses são cuidados básicos que precisam ser garantidos ao animal sempre, independentemente da viagem.”

Se o pet tiver problemas de saúde, como diabetes, hipertensão ou doenças cardíacas, também é fundamental que ele esteja com o quadro de saúde controlado e autorização do médico-veterinário para o passeio.

A indicação é que os tutores consultem um profissional, mesmo no caso de cães que não possuem essas doenças. O médico-veterinário fará uma avaliação do animal e poderá orientar se a viagem é viável ou não, bem como sobre quais os cuidados específicos para a região de destino.

As coleiras repelentes também são muito indicadas, especialmente para prevenir a leishmaniose, doença grave transmitida por picada de mosquito, para cães e para os seres humanos.

Transporte seguro

O percurso até o destino também merece considerações para que seu pet tenha uma viagem tranquila, conforme argumenta a médica-veterinária Maria Cristina Santos Reiter Timponi, presidente da Comissão das Entidades Veterinárias do Estado de São Paulo do CRMV-SP.

“Os animais não podem ser transportados de qualquer forma, uma vez que, para alguns, uma freada brusca pode representar um risco de fratura”, diz ela, alertando quanto à importância da caixa transportadora e das guias com fivela para cinto de segurança.

Cabe destacar que, de acordo com os artigos 169, 235 e 252 do Código de Trânsito Brasileiro, o transporte dos pets sem esses cuidados apontados pela médica-veterinária pode render multa de até R$ 195,23 e cinco pontos no prontuário do motorista.

Bem-estar na estrada

Para animais que têm enjoo e vômitos ao serem transportados, Cristina Timponi orienta que os tutores procurem um médico-veterinário para que seja receitado um medicamento que evite esse sintoma, na dosagem correta ao animal. “Além disso, o ideal é não alimentá-lo nas duas horas que antecederem o horário da viagem.”

De acordo com a médica-veterinária, o ar condicionado é um item indispensável para viajar de carro com o pet, especialmente no caso dos cães braquicefálicos – cuja anatomia do focinho é curta, como ocorre com os Bulldogs, Shih-Tzus e Boxers. Isso porque, com o calor, a respiração pode ser dificultada e a temperatura do animal, elevada.

As paradas para que os animais possam caminhar um pouco, urinar ou defecar são importantes, por isso, não podem ser esquecidas.

Hospedagem

Não basta que o estabelecimento em que a família irá se hospedar aceite pet. É preciso os espaços, as regras e as condutas de higienização do local sejam corretas para garantir a saúde dos hóspedes, humanos e animais. Portanto, os tutores devem obter detalhes junto à administração do hotel ou pousada.

Outra questão importante é verificar como estará o clima na região, para que o animal não seja exposto a mudanças bruscas de temperatura ou sofram com calor ou frio excessivos.

 
 
             

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