Quinta-Feira, 14 de novembro de 2019
17-06-2019
Médicos-veterinários integram equipes da Marinha

Trabalho vai de patrulhas navais com cães ao biotério da instituição

Texto: Assessoria de Comunicação do CRMV-SP

Ela tinha interesse na carreira militar desde a graduação. Hoje como Capitão-Tenente na Marinha, o que a médica-veterinária Camilla Soares Monteiro de Paula tem é um grande encantamento em exercer, fardada, a profissão. Perto de finalizar sua atuação como oficial temporário, que tem duração de oito anos, sua sensação é de dever cumprido.

Camilla faz parte de um quadro de 10 profissionais, distribuídos, por todo o território nacional, em funções diversas nas áreas de clínica de pequenos animais, alimentos, saúde pública e atividades em biotério.

A profissional foi destinada ao canil, onde trabalha zelando pela saúde e bem-estar dos cães de serviço – que totalizam 159 em todo o Brasil. “Minha atuação é focada na saúde preventiva e no acompanhamento das rotinas dos animais, que vão de treinamentos para faro e guarda, às patrulhas e ações de apoio a outras forças militares.”

Do Amazonas ao Rio

A Capitão-Tenente passou quatro anos no 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas, em Manaus (AM), onde colaborou para a reestruturação do canil, que até a sua chegada, nunca havia recebido um médico-veterinário para compor o corpo de oficiais.

“Entre minhas tarefas também estava o acompanhamento dos cães em patrulhas navais nos principais rios, como o Amazonas, o Solimões e o Rio Negro, que são rota do tráfico de entorpecentes, o que demanda inspeções de embarcações com os cães de faro.”

Desde 2016, a Capitão-Tenente trabalha no canil da Companhia de Polícia da Marinha (Tropa de Reforço), em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Os 21 cães da unidade prestam apoio a outras forças militares quando necessário, em ações em comunidades, preparo para receber comitivas internacionais e grandes eventos, como Copas do Mundo e Olimpíadas.

De acordo com a médica-veterinária, o mais fascinante na lida com os cães é acompanhá-los nas diferentes etapas. “Vemos o cão chegar, ainda filhote, passar pelo treinamento e apresentar bom desempenho e, depois, chegar à aposentadoria. É bonita essa vivência.”

Pela Saúde Única

Na carreira militar os médicos-veterinários, com frequência, têm atribuições relacionadas aos papéis sociais da profissão, como o de educar a população sobre assuntos que estão sob o guarda-chuva da Saúde Única (saúde animal, humana e ambiental), o que para Camilla foi uma alegria que se somou à do exercício da clínica de pequenos animais.

“A partir do meu trabalho como médica-veterinária militar, eu pude levar para comunidades afastadas, que vivem muitas adversidades em seus cotidianos, informações a respeito de prevenção contra zoonoses, guarda-responsável de animais domésticos e preservação ambiental”, afirma Camilla.

A Capitão-Tenente lembra de forma especial das crianças que encontrou nessas comunidades, ressaltando o sentimento de contribuição com a educação não só de suas filhas gêmeas, de 14 anos idade. “Isso me traz respostas sobre os momentos em que precisei me ausentar da rotina delas para ações que, às vezes, levavam até 10 dias. É uma missão à pátria.”

Medicina Veterinária Militar

Berço do exercício da profissão no Brasil, a Medicina Veterinária Militar tem seu dia comemorado em 17 de junho.

A data foi instituída em homenagem ao patrono do serviço médico-veterinário do Exército, Tenente-Coronel Médico João Muniz Barreto de Aragão, em menção ao importante trabalho que desempenhou e ao dia de seu aniversário (17 de junho), tornando-o Patrono da Medicina Veterinária Militar.

Com ajuda de médicos-veterinários franceses, o Coronel criou a primeira escola de Medicina Veterinária do Brasil, em 1910, e foi responsável por implementar o serviço de defesa sanitária animal, precursor do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 
 
             

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