Segunda-Feira, 16 de setembro de 2019
28-06-2019
Compromisso de fiscais agropecuários vai da sanidade à economia nacional

Sílvio César


Sílvio César


No dia do fiscal agropecuário, 30/06, o CRMV-SP homenageia os médicos-veterinários que desempenham essa estratégica missão

Texto: Comunicação do CRMV-SP

Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos, 6 de junho de 2019, 7h da manhã. No Serviço de Vigilância Agropecuária local (SVA/GRU), unidade do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os médicos-veterinários Luiz Carlos Teixeira de Souza Junior e Montemar Shoussuke Onishi assumem o plantão para dar continuidade ao fluxo de uma engrenagem envolvendo a vida animal, a saúde humana, a economia nacional e as relações internacionais brasileiras. Em um dia com os fiscais agropecuários, a equipe de comunicação do CRMV-SP viu mais de perto a grandeza do trabalho desempenhado por esses profissionais.

O terminal tem a segunda maior movimentação de mercadorias em aeroportos do mundo, atrás, apenas, da registrada no Aeroporto de El Dorado, em Bogotá, Colômbia. Eles começam o dia tendo que escolher quais das prioridades atenderão primeiro.

Na área de exportação, centenas de peixes ornamentais vindos do Quênia e do Canadá, raros e de alto valor comercial, aguardavam para entrar no País. Ao lado, uma peça de atum com mais de 190 quilos também esperava a inspeção para seguir seu destino: restaurantes de luxo. Mais adiante, um lote de vacinas chegava ao Brasil, assim como camundongos vivos, que vieram para contribuir com o avanço científico nacional. Fardos de aditivos para alimentação de aves e suínos, importantes para o valioso setor agro brasileiro, estavam na lista para seguirem viagem. Do outro lado, cães de estimação que, provavelmente, não compreendiam comandos em português, aguardavam a conferência de seus chips e uma avaliação, antes de serem entregues aos seus tutores.

Guardiões contra doenças e prejuízos

“É uma rotina diversa, em que tudo é urgente e de uma importância que vai além dos interessados diretos”, diz Souza Junior, que enfatiza os impactos que erros nessa dinâmica podem representar.

De acordo com o profissional, é preciso verificar muito bem o produto ou o animal, aplicando conhecimentos da Medicina Veterinária, e, também, garantir os controles nos processos de transporte, conferindo as documentações minuciosamente. “Para qualquer divergência ou problema com a carga, a tomada de decisão deve ser rápida e pode definir se algo poderá entrar ou sair do País.”

Companheiro de plantão de Souza Junior, Onishi destaca que, nesse contexto de trabalho, os médicos-veterinários que atuam como fiscais agropecuários são os protagonistas para a garantia de que nenhum produto ou animal transportará vetores, doenças ou pragas que possam afetar a saúde pública e os negócios entre nações.

“Isso é muito delicado, pois além da responsabilidade de zelar pela sanidade, nosso trabalho se reflete nas relações político-sociais do Brasil com o exterior. Os impactos econômicos são um capítulo à parte, uma vez que identificar problemas em uma carga pode representar prejuízos altíssimos”, afirma Onishi.

Só no mês de maio deste ano, o SVA/GRU realizou 350 fiscalizações a cargas de produtos e animais, o que representa uma média de 11,6 por dia. Atualmente, o trabalho é realizado por quatro médicos-veterinários, que se revezam em plantões de 12 horas.

Fiscais: entre a capacitação e o equilíbrio

A diversidade de naturezas das cargas e bagagens exigem do médico-veterinário uma visão ampla quanto à necessidade de estudo e capacitação constantes. “Se sabemos que virá uma carga viva de uma espécie diferente do habitual, precisamos estudar a respeito dela, por exemplo. Sempre tem algo novo e de áreas diversas para aprender”, argumenta o médico-veterinário Luiz Carlos Teixeira de Souza Junior.

Outro desafio do profissional nessa função está no campo das relações interpessoais, pois ainda há falta de informação por parte de importadores e exportadores quando se deparam com uma negativa em relação à mercadoria.

“Não podemos aceitar nem o risco. Já imaginou se deixamos entrar uma ave sem as garantias necessárias, em meio ao risco de gripe aviária, sendo que um dos orgulhos do Brasil é não ter registros da doença e o reconhecimento pela excelência do setor aviário?”, frisa o médico-veterinário Montemar Shoussuke Onishi, que lamenta que nem sempre essa seriedade é compreendida: “por causa disso, acabamos sofrendo alguns assédios para liberar cargas.”

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