Terça-Feira, 17 de setembro de 2019
02-08-2019
Dia Nacional da Vigilância Sanitária: profissionais da área são peça chave para a promoção da saúde coletiva

Valorização, investimentos e mais postos de trabalho dependem de maior entendimento da sociedade quanto à efetividade na prevenção de doenças

Texto: Assessoria de Comunicação do CRMV-SP

Dentre as inúmeras frentes de atuação dos profissionais da Medicina Veterinária está a da Vigilância Sanitária. Para a sociedade, muitas vezes, é um trabalho pouco notado. Entretanto, trata-se de uma das áreas mais estratégicas para a garantia de saúde humana e animal. A Vigilância Sanitária representa a prevenção de falhas que acarretam doenças a partir do consumo de produtos e serviços.

“É um campo em que os médicos-veterinários exercem a importante missão de reduzir os riscos de contaminação, mal armazenamento e conservação de produtos – como alimentos, medicamentos, entre outros”, comenta o méd.-vet. Luiz Henrique Martinelli Ramos, integrante da Comissão Técnica de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de SãoPaulo (CRMV-SP).

Essa função é desempenhada em estabelecimentos de diferentes naturezas: supermercados, restaurantes, padarias, lanchonetes, açougues, canis, indústrias, farmácia etc.. O profissional atua como servidor público do Ministério da Saúde (via Sistema Único de Saúde – SUS) ou do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ele também pode integrar equipes interdisciplinares que aplicam a expertise da vigilância em hospitais, clínicas e centros de atendimento odontológico, por exemplo.

“Há destaque para o controle de pragas e sinantrópicos, bem como para a gestão de resíduos de serviços de saúde, assuntos de domínio do médico-veterinário, por sua formação abrangente, com foco na Saúde Única (saúde humana, animal e ambiental)”, ressalta o méd.-vet. Mário Ramos de Paula e Silva, também membro da Comissão Técnica de Saúde Pública Veterinária do Conselho.

Gestores sensibilizados

A Vigilância Sanitária, junto com a Epidemiológica e a Ambiental, é uma das frentes da chamada Vigilância em Saúde. A necessidade de investimentos cada vez maiores em ações integradas é facilmente detectada ao observar que mais de 70% das doenças de notificação compulsória são zoonoses.

Na opinião de Silva, os gestores dos governos precisam ter a clareza desse cenário e da importância de investimentos em saúde preventiva. “Os desafios são diversos, com problemas ambientais e o consequente surgimento e ressurgimento de doenças e infestações, bem como com as novas dinâmicas de vida nas grandes cidades, em que saber a origem dos alimentos fica ainda mais difícil ao consumidor.”

Sociedade informada

De acordo com o Dr. Carlos Augusto Donini, conselheiro e presidente da Comissão Técnica de Políticas Públias do Regional, as perspectivas de investimentos e, consequentemente, de novos postos de trabalho em Vigilância Sanitária para o médico-veterinário, dependem do esclarecimento da sociedade quanto a esse valor. “Para cobrar ações dos governantes, a população precisa saber que investir em saúde não se limita a construir hospitais e contratar médicos. É preciso investir no que impede a doença.”

Somos todos vigilantes

Donini enfatiza que esse é um segmento tão encantador quanto o de Clínica Médica Veterinária. Isso porque os profissionais que trabalham como fiscais têm expertise para encontrar, em pequenos detalhes, problemas cuja correção pode evitar hospitalizações e até mortes, o que significa, também, salvar vidas. “É impossível não ficar deslumbrado com a complexidade e a nobreza dessa área.”

A visão sistêmica que os fiscais colocam em prática é destacada pelo conselheiro como inerente ao profissional de Medicina Veterinária. “Em todos os segmentos de atuação, o médico-veterinário é um vigilante, uma vez que cuida para que os processos transcorram com segurança. Somos todos vigilantes. Do contrário, é porque estamos omissos à nossa natureza.”

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