Terça-Feira, 17 de setembro de 2019
06-08-2019
Medicina Veterinária de Desastres deve ser mais demanda pelo setor privado

Área requer inteligência emocional e capacitação para atendimento a diferentes espécies

Texto: Assessoria de Comunicação do CRMV-SP

Os últimos desastres brasileiros, como os que atingiram as cidades de Brumadinho e Mariana (MG), evidenciaram a importância dos profissionais da Medicina Veterinária de Desastres. Em contextos como incêndios de grandes proporções; deslizamentos de terra; enchentes; rompimentos de barragens de rejeitos e desastres naturais (a exemplo de tornados e tempestades), os médicos-veterinários atuam, principalmente, no resgate e atendimento clínico e cirúrgico de animais.

Os profissionais também podem desempenhar atividades no campo da segurança alimentar da população atingida, no controle de pragas e no planejamento de ações, em trabalhos integrados a equipes de diversos outros setores envolvidos no atendimento a regiões atingidas, o que mostra o perfil interdisciplinar da Medicina Veterinária de Desastres.

Preparo técnico e emocional

“É uma área com forte viés humanitário. Por isso, requer motivação social”, argumenta o palestrante do tema na 3ª Semana do Médico-Veterinário, Méd.-Vet. Arthur Augusto Tavares do Nascimento, que coordenou, ao lado das profissionais Carla Sassi e Ana Liz, a Brigada Animal responsável pelo atendimento de 400 animais em Brumadinho.

A história de Nascimento nesse campo teve início em 2011, quando atuou na região de Nova Friburgo (RJ) que registrou graves deslizamentos de terra naquele ano, e na Chapada dos Veadeiros (GO), onde aconteceram incêndios de proporções alarmantes.

De acordo com o médico-veterinário, as variadas situações com as quais os profissionais se deparam nessas ocorrências exigem preparo e capacitação contínua para o atendimento de emergência a diferentes espécies da fauna brasileiras.

“Além disso, é preciso inteligência emocional, pois não são fáceis as realidades com as quais temos que lidar”, enfatiza Nascimento, referindo-se aos contextos extremos de crises, envolvendo pessoas mortas, desaparecidos e desabrigados. “A lida com as vítimas humanas e animais não se separam. Atuamos sob o reflexo das circunstâncias e sofrimento de todos”, diz o médico-veterinário, que em sua atuação em Mariana (MG), ouviu de uma mulher: “Encontre minha neta. Ela é do tamanho de um cahorro.”

Oportunidades

Atualmente contratado de uma prestadora de serviço para realizar o monitoramento sistêmico de fauna nas áreas atingidas pelos rejeitos da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho, Nascimento considera que essa área de atuação expandiu o campo do voluntariado. “Com o ocorrido em MG, a tendência é que o setor privado passe a demandar mais médicos-veterinários para integrarem equipes multidisciplinares.”

Na opinião do profissional, o importante trabalho desempenhado em Brumadinho e Mariana também abriu caminho para uma maior valorização da classe médica-veterinária por parte da sociedade e das empresas.

Confira a programação:

São José dos Campos

Data: 10/09 – das 18h30 às 22h

Local: Univap (Auditório CEPLADE)

Endereço: Av. Shishima Hifumi, nº 2911, Bloco 09, 1º andar, São José dos Campos – SP

Inscrições AQUI

Sorocaba

Data: 11/09 – das 18h30 às 21h

Local: Uniso

Endereço: Rod. Raposo Tavares, Km 92,5, Sorocaba - SP

Inscrições AQUI

Botucatu

Data: 12/09 – das 18h30 às 21h

Local: Unesp (Auditório “Casa das Artes”)

Endereço: Rua Prof. Dr. Walter Maurício Correa, s/nº, Botucatu – SP

Inscrições AQUI

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