Quarta-Feira, 18 de setembro de 2019
29-08-2019
Ensino a distância em cursos de saúde divide opiniões em audiência

Com informações da Câmara dos Deputados (extraídas da reportagem de Naum Giló, editada por Roberto Seabra)

A oferta do Ensino a Distância (EaD) em cursos da área de saúde dividiu opiniões durante audiência pública promovida em 27/08, pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Representantes de entidades de classe, associações e do Ministério da Educação compareceram à reunião para tratar do assunto.

O representante do Ministério da Educação, Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior, citou duas metas do Plano Nacional de Educação (PNE): aumentar a escolaridade da população excluída e elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior, para justificar os investimentos em EaD. Segundo ele, dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de 2017, mostram que 39% dos jovens entre 18 e 24 anos tinham o ensino médio completo e estavam fora da universidade.

Aprendizado

A vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes, defendeu a modalidade de ensino para os cursos de graduação da área da saúde e afirmou que os jovens de hoje não podem ser condenados ao mesmo modelo de aprendizado que as gerações passadas tiveram.

Ela ressaltou que, exceto nos casos das aulas práticas, o EaD é vantajoso por promover a inclusão de pessoas que moram em lugares onde não há instituições de ensino superior.

A modalidade de ensino também foi defendida pelo presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Frederic Michael Litto. O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) lembrou que esse modelo não é novidade no Brasil, que teve o seu primeiro curso por correspondência ainda nos anos 1970.

CFMV defende a qualidade

O presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Francisco Cavalcanti de Almeida, afirmou que a resolução que prevê punição aos médicos-veterinários que dessem aula em cursos a distância, foi baixada porque a prática fere a ética e as diretrizes curriculares.

"Nosso trabalho é pela qualidade de ensino e não pela quantidade", apontou. Segundo Almeida, existem atualmente 12 cursos de Medicina Veterinária a distância, oferecendo 39 mil vagas no Brasil. Assessora da presidência do Conselho Federal de Farmácia, Zilamar Camargo Costa sustentou que a entidade não é contra o EaD, mas que discorda da forma que a modalidade vem sendo desenvolvida na área da saúde. Ela assinalou que houve, em dois anos, um aumento de 295% no número de vagas de cursos a distância na área e que a criação dessas vagas não teve critérios. Legislação Em 2017, o Ministério da Educação regulamentou o ensino a distância no Brasil. O Decreto 9.057/17 determinou que as instituições podem oferecer cursos sem a oferta simultânea de cursos presenciais.

 
 
             

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