Quarta-Feira, 23 de outubro de 2019
27-09-2019
Controle e prevenção contra a raiva são foco de organizações mundiais

Aniversário de morte de Louis Pasteur, 28/09 foi instituído Dia Mundial contra a Raiva, em menção à primeira vacina eficaz contra a doença, desenvolvida pelo cientista

Este ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e a Aliança Global para o Controle da Raiva (GARC) uniram forças para combater a raiva mediada por cães em todo o mundo. Juntas, as instituições formam a colaboração Unidos Contra a Raiva (United Against Rabies).

A iniciativa utiliza ferramentas e conhecimentos existentes para capacitar e mobilizar países a salvarem vidas desta doença evitável. As nações reunirão esforços para alcançar a meta “zero em 30”, ou seja, nenhuma morte até 2030. O plano estratégico global prioriza as mudanças sociais necessárias em três objetivos: 1. usar efetivamente vacinas, medicamentos, ferramentas e tecnologias; 2. gerar, inovar e medir o impacto; 3. sustentar, comprometimento e recursos.

“A união de grandes organizações em torno de uma agenda comum, com objetivos a serem cumpridos, é importantíssima para que o assunto permaneça em pauta e provoque mobilização”, comenta a médica-veterinária Luciana Hardt Gomes, integrante da Comissão Técnica de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) e diretora técnica do Instituto Pasteur. Para ela, a perspectiva é de um impacto positivo na preservação da saúde humana e animal.

Educação para a prevenção

O Centro Panamericano de Febre Aftosa, por exemplo, está promovendo a campanha "Vacinar para eliminar”, cujas informações estão em um site, onde serão publicadas ações diversas de adesões à campanha em um mapa interativo.

Já a OIE lançou a campanha "A raiva acaba aqui". Entre as ações está a distribuição de mais de 22,2 milhões de doses de vacinas contra raiva, principalmente em países da África e Ásia, em agosto deste ano, e a disponibilização de ferramentas de comunicação destinadas a criar um sentimento de orgulho entre as pessoas que vacinarem seus pets. Isso porque, se a vacinação é um dos principais recursos disponíveis para eliminar as mortes humanas por raiva, a conscientização, por sua vez, é o fator-chave para o sucesso de engajamento das comunidades na prevenção da doença.

Incidência da raiva

O Brasil registrou 840 casos de raiva animal em 2018, dos quais 307 ocorreram no Estado de São Paulo. No que diz respeito à forma humana da doença, foram 11 em todo o País, conforme dados do Ministério da Saúde (MS), atualizados em janeiro deste ano.

Já no âmbito mundial, a estimativa apontada pela Unidos Contra a Raiva é de que, a cada ano, a raiva cause a morte de 59 mil pessoas, sendo a maioria crianças que vivem em áreas rurais. Isso significa que morre uma pessoa a cada nove minutos em decorrência da zoonose.

Segundo a Unidos Contra a Raiva , mais de 95% dos casos de raiva em humanos são causados por mordidas de cães infectados, ou seja, praticamente 100% das ocorrências poderiam ter sido evitadas com a vacinação.

 
 
             

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