Quinta-Feira, 9 de julho de 2020
08-05-2020
CUIDANDO DE QUEM CUIDA - Cuidados básicos fazem a diferença para a saúde no período de enfrentamento à Covid-19

Dieta equilibrada, alimentos bem higienizados e o corpo em movimento são essenciais

Texto: Coordenadoria de Comunicação e Eventos do CRMV-SP

Como manter a saúde física em meio ao isolamento social e tantas mudanças na rotina? De acordo com profissionais de Educação física e Nutrição, os cuidados mais simples são também os mais fundamentais. A começar pelos itens que colocamos à mesa. Aquele ditado “você é o que você come” deve ser levado a sério, uma vez que a saúde e o bem-estar estão intrinsecamente ligados ao que é inserido na dieta e à relação estabelecida com a alimentação.

A indicação da conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região SP-MS (CRN-3), Rita de Cássia Bertolo Martins, nutricionista com doutorado em Alimentos e Nutrição, é que as refeições sejam ricas em alimentos in natura, como legumes, verduras, hortaliças, grãos, castanhas e frutas. Outro ponto importante é o controle no uso de ingredientes durante o preparo. “Não se pode sobrecarregar em sal, açúcar ou óleos e temperos industrializados.” Segundo Rita, não é necessário ingerir mais ou menos de determinados legumes, verduras ou frutas. “A dieta diversificada já é suficiente para contribuir para com a nutrição do corpo e uma boa resposta do sistema imunológico.”

A nutricionista orienta para a redução dos alimentos processados, os quais são produzidos de forma industrial a partir de alimentos in natura com poucos aditivos, e indica evitar os ultraprocessados. “São alimentos com número elevado de ingredientes como corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, amido modificado e gordura hidrogenada, por exemplo”, diz Rita de Cássia, alertando para os riscos do surgimento de problemas como hipertensão arterial, diabetes, colesterol, má nutrição e excesso de peso.

Mantenha o corpo ativo

Assim como os alimentos ultraprocessados, o sedentarismo é um grande vilão por também contribuir para o surgimento de doenças. O conselheiro do Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (CREF4-SP), Waldecir Paula Lima, explica que já é de conhecimento que o sedentarismo prejudica o sistema imunológico, ou seja, interfere nas defesas do corpo.

“A prática de atividades deve ser regular para evitar danos. Não devemos ser sedentários, mas também não podem ocorrer em excessos e práticas de exercícios sem orientação profissional. É importante frisar que não se deve fazer exercícios por vídeos aleatórios disponíveis na web. Essa prática pode provocar lesões”, diz Lima. Para as pessoas que já praticam esportes, a dica é manter na agenda a rotina usual do corpo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para manter a saúde, o ser humanos deve fazer de 150 a 300 minutos de atividades físicas por semana. De acordo com o profissional de Educação Física, pequenas ações na rotina diária já contribuem significativamente para o aumento de atividades que não precisam ser realizadas com acompanhamento. “São atividades físicas todas aquelas movimentações que geram aumento do gasto calórico”, comenta Lima.

O profissional de Educação Física se refere a ações que podem ser parte da rotina neste período de isolamento social, como: fazer limpeza e outros serviços domésticos; subir e descer escadas; e caminhar, mesmo que em pequenos espaços.

Cuidados mais que especiais em tempo de Covid-19

A lavagem e preparo dos alimentos precisam nesse momento cuidado ainda mais que especial. A vice-presidente do CRN-3, Viviani Fontana, nutricionista com especialização em Vigilância Sanitária e Controle de Qualidade em Alimentos, explica que legumes, verduras e frutas que serão consumidos crus devem passar por limpeza e desinfecção com produtos específicos para esta finalidade, que possuam registro na Anvisa e/ou Ministério da Saúde.

Um produto conhecido e de fácil acesso para desinfecção é a água sanitária. Porém, nem todas as comercializadas podem ser utilizadas. É preciso que haja essa indicação no rótulo. “É importante seguir rigorosamente as orientações do fabricante quanto às quantidades para a diluição da solução e também ao tempo determinado de exposição dos alimentos ao produto”, afirma Viviani.

A higienização correta deve contemplar a lavagem cuidadosa em água corrente, um a um, folha a folha; a desinfecção realizada conforme a recomendação do fabricante do produto saneante utilizado, sendo que os alimentos devem permanecer imersos nessa solução por no mínimo 15 minutos; e enxágue em água corrente.

Para os alimentos que serão cozidos, a indicação é que seja em temperaturas acima de 70ºC, para eliminação da maior parte dos micro-organismos patogênicos, ou seja, aqueles que causam danos à saúde.

Não se deve esquecer das medidas preventivas para a compra ou o recebimento dos produtos em casa. As autoridades internacionais de saúde orientam para o uso de máscaras, a constante higienização das mãos, além da limpeza de objetos e embalagens, com água e sabão ou álcool 70%.

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