Sexta-Feira, 27 de novembro de 2020
19-10-2020
Nota de repúdio

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) vem a público repudiar a matéria publicada pelo jornal da Bahia “Correio 24 Horas” em 17 de outubro, intitulada “Paga ou morre? O que está por trás dos altos custos dos serviços veterinários”. A reportagem narra, de forma sensacionalista, histórias de tutores que disseram gastar valores abusivos com tratamentos, exames e procedimentos médico-veterinários.

O CRMV-SP lamenta o viés da matéria, que, de forma leviana, ofendeu todos os profissionais médicos-veterinários.

Sendo assim, este Conselho vem, em defesa de nossa nobre profissão e com grande indignação, ressaltar que o médico-veterinário, assim como outros profissionais, tem o direito de defender sua dignidade profissional, o que inclui uma remuneração condigna compatível com o exercício da Medicina Veterinária. Mediante a análise técnica e ética de cada situação, o médico-veterinário tem autonomia para adotar os procedimentos que considerar mais indicados, em prol da saúde e bem-estar do animal, devendo ser respeitado por isso.

A busca e o acúmulo de conhecimento técnico e a preparação para a vida profissional, desde o início da graduação em Medicina Veterinária, exigem enorme investimento financeiro, mental e físico, que continuam acompanhando os médicos-veterinários por toda a carreira, pois são necessários estudo e atualização constantes, aliados a extrema dedicação, pois lida-se com vidas.

A classe médico-veterinária, ao longo dos últimos anos, tem sido atacada por cobrar seus honorários profissionais, por parte de pessoas e veículos de comunicação que parecem não compreender que para salvar vidas muitas vezes são necessários procedimentos, condutas e exames de apoio diagnóstico de alto valor para sua realização, como ocorre na Medicina Humana, por exemplo.

O voluntariado e a caridade fazem parte da vida de muitos profissionais médicos-veterinários, mas trata-se de uma opção particular, que não pode e não deve ser confundida com obrigação.

Nesse contexto, vale mencionar que também há estabelecimentos médico-veterinários que optam pela prestação de serviços a preços “populares”, que são opções para tutores que tenham esse interesse.

No entanto, não se pode esquecer que, além da condição socioeconômica do cliente, outros requisitos também devem ser levados em consideração para a fixação dos honorários profissionais, a saber: o trabalho e o tempo necessários para realizar o procedimento, a complexidade da atuação profissional, o local da prestação dos serviços e a qualificação e o renome do profissional que o executa.

Por fim, o CRMV-SP salienta que reportagens como a publicada pelo jornal “Correio 24 Horas” são condenáveis e em nada ajudam com a proteção da saúde animal.

 
 
             

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